Tairini é palavra viva.
“Antes mesmo de falar, ela já escrevia”. Foi o que disse seu pai, e a vida só confirmou.
Poeta, arte-educadora, slamer, DJ e muito mais. Sua presença é como um verso bem lançado: ecoa, pulsa, transforma.
Neta de duas matriarcas que cuidaram da família com mãos de fé, cresceu num lar onde a espiritualidade era ponte, não divisão. Seu corpo carrega essa herança de respeito e reverência.
Escolheu fazer suas fotos no Coreto da cidade, palco de sua poesia, e no chão sagrado onde um dia se ergueu a igreja de Nossa Senhora dos Homens Pretos, queimada e apagada pela história oficial, mas que ainda vive, em ruínas e memórias, como símbolo de resistência negra.
Morar em Ubatuba sendo artista e autônoma é sua conquista diária. Ela escolheu a liberdade mesmo com incertezas. E segue aqui, reinventando tempo e território com a força de quem sabe que arte também é reza, palavra também é espada.
Tairini é escrita que sangra e cura.
É canto ancestral, é raiz que dança.