Erika, deseja que outras mulheres também se vejam livres
Nascida na Bahia, filha da miscegenação, tem a forçca de quem carrega no sangue a alma dos guardiões da floresta e dos que ergueram o mundo com as próprias mãos.
Durante anos, abafou seus traços, seus cachos e sua ancestralidade. Mas foi à beira-mar, entre quilombos e a cultura indígena, que ela se reconheceu como templo sagrado e resgatou sua força e identidade.
Hoje, celebra com orgulho o tom da sua pele, suas curvas de deusa africana e seus olhos de espírito indígena. Erika, deseja que outras mulheres também se vejam livres, reconheçam seu próprio valor e sejam legítimas em sua origem.
Sobreviveu a injustiças, reergueu-se com dignidade, recomeçou do zero e construiu com as próprias mãos o que diziam ser impossível: um hostel no coração da cidade, a Casa Mandala.
Ela é designer de moda, é artesã, pintora dentre muitas outras coisas e títulos, ela é uma mulher afro-brasileira, que empreende, que abre caminhos e deseja que outras mulheres cheguem pra somar e fazer dar certo.