Ecizia Jesus

Herdou a força que não quebra e o afeto que não seca.

É filha da terra, do barro vermelho da Bahia.

Para ela, sua mãe é sua maior inspiração. Dona Edite, simbolo de força e afeto. Baiana, afroindigena, chegou em Ubatuba no início dos anos 80 sozinha com 10 filhos (de 13) agarrados na saia. Plantava, pescava, caçava, lavava roupa no rio, enquanto ensinava as crianças sobre a vida, o cultivo, a resistência e sobre amor. 

Ecizia foi moldada por mãos firmes e amorosas. Herdou a força que não quebra e o afeto que não seca.

Na infância, mesmo nos tempos difíceis, Ecizia nunca deixou de sonhar. Nos livros, viajava; nas palavras, se libertava. A escola, foi para ela símbolo de esperança, de oportunidades e de futuro. 

Ecizia casou-se cedo, teve cinco filhos e enfrentou a sombra da violência doméstica, religiosa, estrutural. Precisou se proteger, para viver e voltou a ser livre. Se formou e realizou o sonho de escrever seu próprio livro. Esse que ainda precisa de edição e publicação.  

Hoje é sorriso aberto, avó orgulhosa, voz ativa e vice-presidente no Instituto Todas por uma.
Colore a vida com liberdade e faz da sua história um jardim de esperança para outras mulheres florescerem.